sábado, 3 de agosto de 2013

O Verdadeiro Bebê Real


Como recentemente noticiado, no dia 22/07/2013, veio ao mundo o Bebê Real, filho do Príncipe William e Kate Middleton, duquesa de Cambridge; terceiro na linha sucessória do trono do Reino Unido. Kate contou com uma equipe especializada e deu à luz em um luxuoso hospital, onde o apartamento em que ficou internada custou nada menos que $21.000,00 a diária. Além de receber cuidados especiais, a família Real teve o privilégio de ter um chef de cozinha exclusivo cozinhando para eles. 


Podemos pensar: "Sim, mas ele será o futuro rei britânico! Merece todo luxo e glamour!"
Ou: "Mas se eles podem ter luxo todo, porque não ter?"


No dia seguinte ao acontecimento que foi notícia no mundo todo, um bebê foi encontrado em Itacaranha, subúrbio de Salvador - Brasil. A criança foi encontrada em uma caixa de papelão por volta das 21h, quando a viatura da polícia foi parada por moradores. O bebê de apenas 1.900 kg, recebeu o nome de Francisco em homenagem ao Papa que visitava o Brasil neste período durante a JMJ - Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.

Frágil e pequenino, aparentava estar abandonado entre três e cinco dias e ainda tinha o cordão umbilical. Ele foi levado ao hospital onde ficou internado na UTI Neonatal até a noite de quinta-feira, dia 01/08.

E infelizmente ele não é um caso isolado... Muitos bebês, como ele, são abandonados, descartados por não terem o amor de suas mães.

Agora pergunto, qual desses dois bebês é mais importante?
O que atraiu mais holofotes da mídia?

Qual deles Deus ama mais?
Será que tem alguma diferença entre eles?

O pior que para nossa sociedade tem sim, muuuuita diferença entre eles. O pequeno príncipe George - nem tão pequeno assim, pois nasceu com 3.900 kg - em seus apenas 13 dias de vida já possui uma agenda lotada de compromissos, incluindo visita ao túmulo de sua avó, a princesa Diana. Vários estilistas famosos se renderam aos caprichos dos pais; e as lojas vibram com as vendas de produtos personalizados referente ao pequeno herdeiro ao trono.

A diferença entre eles é a ganância do ser humano em querer mais, em lucrar com as situações. Em bolar uma estratégia para ganhar mais e mais dinheiro. Eles comemoram não somente a chegada de uma criança ao mundo, mas a oportunidade de angariar mais fundos para seus negócios!

Exagero de minha parte? Não!
É só olharmos para o desespero das pessoas em se parecer com alguém! Primeiro o anel de noivado da Kate Middleton, depois o tão falado vestido de noiva... E por fim, o carrinho de bebê comprado pela realeza que se esgotou em todas as lojas após descobrirem a marca e modelo!

Até no Brasil a moda do anel de noivado de pedra azul de Kate foi parar nos camelos da 25 de março... E as mulheres enlouquecidas para ter um...

Enquanto isso, o Francisco, QUEM mesmo? Ah! O Papa!

Não! O bebê descartado na rua de Salvador... Sem regalia alguma tentava sobreviver na encubadora de um hospital público. Sem pai, sem mãe. Sem o amor de sua família; nem o calor do abraço da mãe e do seu leite... Esse pequeno guerreiro luta pela sobrevivência.

Mesmo que seus pais não o amem, Deus ama incondicionalmente o Francisco e cuida dele com Seu amor de Pai. E com muita fé, irá providenciar um lar abençoado para que ele possa com muito amor e com os valores de uma família, crescer e se tornar um grande homem.

E Deus os ama da mesma maneira...
Ambos são obras primas de Suas Mãos... São a perfeita criação de Deus...

E nós, seres humanos egoístas, muitas vezes não conseguimos enxergar a grandeza de Deus nos pequenos milagres da vida. Estamos muitas vezes presos ao poder, ao luxo, à satisfação de nossos desejos mais obscuros, à ganância e ao querer ser; e esquecemos das sutilezas da vida...

Desviamos o olhar ao irmão sujo que está a beira da nossa porta. Daquele que sofre com a falta de alimento. Daquele bebê ou criança jogada na rua, sem futuro, rumo e perspectivas... "Ah! O mundo é assim mesmo! Alguns nascem com o bumbum virado para lua, outros não... É uma questão de sorte!!!"

E assim vamos vivendo exacerbados em nossa própria arrogância, vivendo no nosso mundinho, fechados ao outro. E se ao término de nossas vidas estivermos rodeados de futilidades, dinheiro, sapatos caros, carros luxuosos, mas não tivermos ninguém que nos suporte ao nosso lado, não se assuste...

... Você pode, na velhice, ser como aquela criança abandonada nas ruas de Salvador.

Porque o dinheiro não compra amor, afeto, admiração. Pode até comprar "amigos", cervejas, noitadas.  Mas não compra o verdadeiro significado da palavra: AMOR.

Esse, só DEUS, independente do seu Louboutin ou chinelos velhos nos pés tem o poder de preencher e dar significado à sua vida...

Que possamos ser mais humildes e não querermos ser sempre mais. Que DEUS restaure em nós, o sentido do amor verdadeiro. Não o amor ao dinheiro.


Amém!

Fernanda Rocha.

Nenhum comentário: